segunda-feira, 25 de março de 2013

Há situações em que sinto necessidade de ter algo para falar. Geralmente eu tenho, mas não consigo as transcrever, ou falar; que eu engula seco essa gosma nojenta de hipocrisia e cinismo; que eu entenda de uma vez por todas; que eu me perdoe.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Abismo

As manhãs e a solidão ao anoitecer estão sendo terríveis comigo. Eu não sei mais o que fazer por mim mesmo.
É engraçado como sempre condenei pessoas que se permitiam chegar neste estado e, hoje, vejo-me completamente entregue a um sentimento estranho, desconhecido e perverso. Apesar de negá-la todos os dias, eu queria ajuda; queria um empurro, um impulso de vida.
Não consigo resolver minha história, mudar o rumo, ou ter um rumo. O medo é algo permanente, sufocante como um quadrado de paredes sem ar.

As vezes fico pensando que eu sou a própria causa de minha escória, mas não permito-me aceitar estas reflexões, porque vivi até estes dias uma eterna busca por sentido, por sensações, por vida. Fui inocentemente maldoso em meus atos, puramente insano, jamais com o intento de afligir um alheio. Busquei o que a vida não concedeu-me, de variadas formas, das formas que as circunstâncias criaram e propuseram-me; sofria pelas circunstâncias, as consequências eram evidentes, mas cria que pudera eu ser perdoado. Não fui.

A minha história é confusa como os atos que me trouxeram a este estranho e precoce ato de fazer memórias, antes mesmo que elas concretizem-se. As lágrimas me levam à percepção de que a falta de costumes, hoje é roteirizada como a vilã de tudo.

Perdi o tato, a voz embarga e o destino não apresenta-se. Até quando suportarei?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

36



36 sempre foi um número representativo em minha vida. Alguns sonhos e pensamentos da infância me levavam a um significado claro e objetivo. Significava o fim.
Hoje, talvez, eu entenda o porquê. Mas, para crer nisso, teria de aceitar as teorias sobre destino, premonição e mediunidade. Não sei se devo.
Fato é, preciso, dia-a-dia, insistentemente e incansavelmente fazer com o que esse número passe a ser quantidade, não fim.
Estou encorajado e acredito que possa encontrar felicidade no abismo de culpa que ronda os meus dias. Eu só quero que a culpa não me cubra de terra antes que eu possa vencer a primeira barreira dessa saga que terá início em breve. Este será o maior obstáculo que encontrarei nesta vida!
Hei de conhecer todas as minhas forças e fraquezas, independente do que elas revelem sobre mim, não ficarei estendido aos prantos. Vou brindar a vida em cada segundo com a mesma intensidade que sempre fiz.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Carnaval

"Guri, garoto, menino. 16 invernos completos, 17 no último dia do mês que vem. Louco, sem noção. Gremista. Futuro jornalista, economista, médico (?) ou simplesmente mais um perdido na América do Norte. Muitas dúvidas, poucas soluções. Esperança, às vezes lágrimas ou um sorriso chamativo. Apaixonado, coração me guia e eu não tenho como fugir. Mas não quero fugir! Moda, ah isso me fascina. Rock, outra paixão. Expectativas? Um inverno abaixo de zero e ser amado por ele, sim, ELE. Te amo."

Como as coisas mudam em minha vida... essa era descrição que me cabia há 5 anos atrás. Inocente, puro, cheio de sonhos. Aqui estou para escrever sobre outra coisa, que talvez seja a mesma, e ocasionalmente deparei com essas palavras que eu não sabia que estavam perdidas.







Meu Carnaval não está ensolarado. Um pouco porque quis, contraparte porque estava escrito. É intrigante como o "estar" sozinho causa-me conflitos de sensações - do êxtase ao desespero - e sigo ensaiando palavras que possa definir tudo isso.

Minhas alegrias são perturbadas. Os prazeres, deturpados. Os pensamentos que consomem segundo a segundo essa mente inglória, somem num espasmo, como se eu perdesse consciência e renascesse no próximo capítulo. O que me aflige afinal?

Os meus amores são infinitos, mas limitam-se na primeira fronteira de dúvidas.
Os meus desejos são incertos, assim como a vida!


 O final do desfile da Mangueira convoca,  e eu vou lá sambar com os olhos. Até a próxima sobrevivência!

sábado, 12 de janeiro de 2013

2013;

A vida parece mais equilibrada. Apesar de continuar sentindo uma angústia inexplicável, que me priva do sorriso puro e sincero, sinto que estou mais leve... ou menos carregado.
As dúvidas continuam sendo a grande vilã dos meus dias, ainda que eu aprenda erroneamente a lidar com estas, jamais serão um motivo de orgulho. A solidão vai e vem, assim como os momentos de prazer.

Acho que 2013 será um ano de superação, estou determinado a não deixar que as coisas aconteçam, e sim, fazer com que elas aconteçam, da minha maneira. Se vai valer a pena ou não, eu não sei, mas essa mudança de postura eleva a alma, rejuvenesce as ideias antigas e emana sonhos; confio em mim, eu preciso confiar. Apenas eu.

Feliz dois mil e crazy a mim, a vida, a todos!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Inconstância

Alguém pode me fornecer um colo e me deixar chorando por horas nele?
Alguém pode me dar uma mente sóbria e permitia que dela eu resolva os meus dilemas?
Alguém pode entrar em minha alma e fazê-la entender seus próprios distúrbios?
Alguém pode tirar de mim essa angústia infinita que não abre mão de estar aqui?
Alguém pode dizer a mim mesmo que ninguém poderá fazer o que só eu devo fazer?

As coisas sempre acontecem numa velocidade exorbitante em minha vida. Não sei se isso é bom ou ruim. Não sei se vivo demais, ou de menos. Não sei se ganho vida, ou se estou morrendo a cada segundo. Não sei se o perdão que busco em cada ato me condena ainda mais. Não sei...

Sei que hoje foi um dia mais que especial, isso sei. Hoje talvez tenha sido a quarta ou quinta vez que vi minha avó paterna em 6 anos. A última havia sido há 2, pelo menos. Nem me recordava mais...
Em cada segundos que seus velhos olhos brilhavam por desfrutar de minha miserável presença, eu só podia sentir a dor e o remorso de uma vida inteira. Eu não esquecerei de hoje, por toda alegria e tristeza que este dia me proporcionou. Voltar as origens é magnâmico, porém doloroso, lidar com 17 anos de sua vida presos num passado tão real, mas também tão diferente do que tudo é hoje, é complexo.

Que eu ainda tenha muitas tardes satisfatórias como a de hoje, e que meu coração não sinta o mesmo remorso de sempre!

domingo, 19 de agosto de 2012

Minhas ideias podem não corresponder aos fatos

Hoje foi o dia em que compartilhei minha dor, minha angústia. Ainda que aparentemente leviana, minhas falas tomaram a proporção devida e a sensibilidade nos levará as respostas que tanto precisamos, agora no plural.
Hoje sei o quanto quero viver e o quanto tenho direito a isso. Hoje eu soube que, ao contrário do que minhas ideias anunciavam, eu jamais estarei só.

Acredito que esse seja o último, penúltimo ou antepenúltimo fim de semana de incertezas. Daqui para frente, independente do que esteja reservado a mim, não será mais assim. Uma vida nova, um novo começo e/ou recomeço. O mesmo amor.