"Guri, garoto, menino. 16 invernos completos, 17 no último dia do mês que
vem. Louco, sem noção. Gremista. Futuro jornalista, economista, médico
(?) ou simplesmente mais um perdido na América do Norte. Muitas dúvidas,
poucas soluções. Esperança, às vezes lágrimas ou um sorriso chamativo.
Apaixonado, coração me guia e eu não tenho como fugir. Mas não quero
fugir! Moda, ah isso me fascina. Rock, outra paixão. Expectativas? Um
inverno abaixo de zero e ser amado por ele, sim, ELE. Te amo."
Como as coisas mudam em minha vida... essa era descrição que me cabia há 5 anos atrás. Inocente, puro, cheio de sonhos. Aqui estou para escrever sobre outra coisa, que talvez seja a mesma, e ocasionalmente deparei com essas palavras que eu não sabia que estavam perdidas.
Meu Carnaval não está ensolarado. Um pouco porque quis, contraparte porque estava escrito. É intrigante como o "estar" sozinho causa-me conflitos de sensações - do êxtase ao desespero - e sigo ensaiando palavras que possa definir tudo isso.
Minhas alegrias são perturbadas. Os prazeres, deturpados. Os pensamentos que consomem segundo a segundo essa mente inglória, somem num espasmo, como se eu perdesse consciência e renascesse no próximo capítulo. O que me aflige afinal?
Os meus amores são infinitos, mas limitam-se na primeira fronteira de dúvidas.
Os meus desejos são incertos, assim como a vida!
O final do desfile da Mangueira convoca, e eu vou lá sambar com os olhos. Até a próxima sobrevivência!
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