sábado, 16 de fevereiro de 2013

36



36 sempre foi um número representativo em minha vida. Alguns sonhos e pensamentos da infância me levavam a um significado claro e objetivo. Significava o fim.
Hoje, talvez, eu entenda o porquê. Mas, para crer nisso, teria de aceitar as teorias sobre destino, premonição e mediunidade. Não sei se devo.
Fato é, preciso, dia-a-dia, insistentemente e incansavelmente fazer com o que esse número passe a ser quantidade, não fim.
Estou encorajado e acredito que possa encontrar felicidade no abismo de culpa que ronda os meus dias. Eu só quero que a culpa não me cubra de terra antes que eu possa vencer a primeira barreira dessa saga que terá início em breve. Este será o maior obstáculo que encontrarei nesta vida!
Hei de conhecer todas as minhas forças e fraquezas, independente do que elas revelem sobre mim, não ficarei estendido aos prantos. Vou brindar a vida em cada segundo com a mesma intensidade que sempre fiz.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Carnaval

"Guri, garoto, menino. 16 invernos completos, 17 no último dia do mês que vem. Louco, sem noção. Gremista. Futuro jornalista, economista, médico (?) ou simplesmente mais um perdido na América do Norte. Muitas dúvidas, poucas soluções. Esperança, às vezes lágrimas ou um sorriso chamativo. Apaixonado, coração me guia e eu não tenho como fugir. Mas não quero fugir! Moda, ah isso me fascina. Rock, outra paixão. Expectativas? Um inverno abaixo de zero e ser amado por ele, sim, ELE. Te amo."

Como as coisas mudam em minha vida... essa era descrição que me cabia há 5 anos atrás. Inocente, puro, cheio de sonhos. Aqui estou para escrever sobre outra coisa, que talvez seja a mesma, e ocasionalmente deparei com essas palavras que eu não sabia que estavam perdidas.







Meu Carnaval não está ensolarado. Um pouco porque quis, contraparte porque estava escrito. É intrigante como o "estar" sozinho causa-me conflitos de sensações - do êxtase ao desespero - e sigo ensaiando palavras que possa definir tudo isso.

Minhas alegrias são perturbadas. Os prazeres, deturpados. Os pensamentos que consomem segundo a segundo essa mente inglória, somem num espasmo, como se eu perdesse consciência e renascesse no próximo capítulo. O que me aflige afinal?

Os meus amores são infinitos, mas limitam-se na primeira fronteira de dúvidas.
Os meus desejos são incertos, assim como a vida!


 O final do desfile da Mangueira convoca,  e eu vou lá sambar com os olhos. Até a próxima sobrevivência!