As noites são impiedosas. Revelam, dia após dia, minhas fraquezas e tristezas.
A noite, tão bela, torna-me feliz, leva-me aos deliciosos pecados quais nunca arrependi.
A noite, tão sincera, não esconde minha cara, abaixa a grotesca máscara da megalomania vespertina.
A noite, tão esperta, traz-me pensamentos intensos, reproduz desejos imaginários e me rouba o mundo.
A noite, tão mágica, afasta os medos, cria o incomum e só faz sonhar os lindos campos belos que já vi.
A noite, tão má, usurpa meu corpo, jaz a vida e infinita minhas reticências...
sábado, 25 de maio de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
A dor da palavra (+)
Escrever é um ato de suicídio. Faz repensar o passado, analisar o presente e temer pelo futuro. Não queria ter memórias, não queria ter a necessidade de expressar assim o que sinto, até porque não é plenamente possível. Os detalhes cruéis da minha procura por equilíbrio são as inefáveis respostas que encontro em cada tentativa. Tentativas em vão.
Não gosto de me sentir vitimizado, ainda que entenda que o faça, mas ora, pelos Céus, como hei de resgatar-me dessa posição que estou fadado?! É absurda essa sensação de dormir sem saber como você vai acordar, ou simplesmente se você acordará são suficiente para viver. É espantoso pensar em morte como se fosse a próxima esquina. Ainda além, e como sentir-se meramente capaz de suprir as dores e aspirar novas perspectivas se a culpa por outra vida também está em mente? Por outras vidas...
Lidar com os meus fantasmas é como perfurar brutalmente a pele seca, diariamente, em busca de um perdão que não se tem - o próprio -, em busca de paz que não se tem - não é minha.
Desejei perecer, mas sei que não seria menos doloroso, e a culpa por estas outras vidas que fazem dependência de mim não permitiu que este ensejo passageiro fosse atendido. Agora há uma responsabilidade maior. Sucumbir, agora, seria além de suicídio, homicídio.
A vida que parece tão forte e sensata enquanto a vivemos, torna-se frágil quando há luta e desespero. Queria luz, ou entendimento, ou sabedoria... ou os três. Queria compreender minha situação, minha vida, entender os erros, aproveitá-los, queria saber viver, não queria apenas ver passar os dias, queria multiplicá-los. Queria que aquele dia, o vigésimo oitavo do mês de março deste ano, não começasse. Queria que eu não tivesse chegado em casa aquele dia. Queria não ter curiosidade. Queria não poder ler. Queria não entender... Queria não ter telefone. Queria não falar... Queria não chorar...
Não há terapia que apague tanta dor, não há assistência que suporte e repare meus cacos e ainda menos há palavras que descrevam dezessete dias agonizantes de interrogações que sucederam o vigésimo oitavo na subsequência. Só eu posso entender o que tenho vivido, só eu, infelizmente eu, posso sentir o que tenho sentido. Agora, que faço eu da vida sem vida?
Óh, meus dedos-olhos, desvendem com pressa, todos os amargos que rondam meus pecados...
Não gosto de me sentir vitimizado, ainda que entenda que o faça, mas ora, pelos Céus, como hei de resgatar-me dessa posição que estou fadado?! É absurda essa sensação de dormir sem saber como você vai acordar, ou simplesmente se você acordará são suficiente para viver. É espantoso pensar em morte como se fosse a próxima esquina. Ainda além, e como sentir-se meramente capaz de suprir as dores e aspirar novas perspectivas se a culpa por outra vida também está em mente? Por outras vidas...
Lidar com os meus fantasmas é como perfurar brutalmente a pele seca, diariamente, em busca de um perdão que não se tem - o próprio -, em busca de paz que não se tem - não é minha.
Desejei perecer, mas sei que não seria menos doloroso, e a culpa por estas outras vidas que fazem dependência de mim não permitiu que este ensejo passageiro fosse atendido. Agora há uma responsabilidade maior. Sucumbir, agora, seria além de suicídio, homicídio.
A vida que parece tão forte e sensata enquanto a vivemos, torna-se frágil quando há luta e desespero. Queria luz, ou entendimento, ou sabedoria... ou os três. Queria compreender minha situação, minha vida, entender os erros, aproveitá-los, queria saber viver, não queria apenas ver passar os dias, queria multiplicá-los. Queria que aquele dia, o vigésimo oitavo do mês de março deste ano, não começasse. Queria que eu não tivesse chegado em casa aquele dia. Queria não ter curiosidade. Queria não poder ler. Queria não entender... Queria não ter telefone. Queria não falar... Queria não chorar...
Não há terapia que apague tanta dor, não há assistência que suporte e repare meus cacos e ainda menos há palavras que descrevam dezessete dias agonizantes de interrogações que sucederam o vigésimo oitavo na subsequência. Só eu posso entender o que tenho vivido, só eu, infelizmente eu, posso sentir o que tenho sentido. Agora, que faço eu da vida sem vida?
Óh, meus dedos-olhos, desvendem com pressa, todos os amargos que rondam meus pecados...
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