segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Inconstância

Alguém pode me fornecer um colo e me deixar chorando por horas nele?
Alguém pode me dar uma mente sóbria e permitia que dela eu resolva os meus dilemas?
Alguém pode entrar em minha alma e fazê-la entender seus próprios distúrbios?
Alguém pode tirar de mim essa angústia infinita que não abre mão de estar aqui?
Alguém pode dizer a mim mesmo que ninguém poderá fazer o que só eu devo fazer?

As coisas sempre acontecem numa velocidade exorbitante em minha vida. Não sei se isso é bom ou ruim. Não sei se vivo demais, ou de menos. Não sei se ganho vida, ou se estou morrendo a cada segundo. Não sei se o perdão que busco em cada ato me condena ainda mais. Não sei...

Sei que hoje foi um dia mais que especial, isso sei. Hoje talvez tenha sido a quarta ou quinta vez que vi minha avó paterna em 6 anos. A última havia sido há 2, pelo menos. Nem me recordava mais...
Em cada segundos que seus velhos olhos brilhavam por desfrutar de minha miserável presença, eu só podia sentir a dor e o remorso de uma vida inteira. Eu não esquecerei de hoje, por toda alegria e tristeza que este dia me proporcionou. Voltar as origens é magnâmico, porém doloroso, lidar com 17 anos de sua vida presos num passado tão real, mas também tão diferente do que tudo é hoje, é complexo.

Que eu ainda tenha muitas tardes satisfatórias como a de hoje, e que meu coração não sinta o mesmo remorso de sempre!

domingo, 19 de agosto de 2012

Minhas ideias podem não corresponder aos fatos

Hoje foi o dia em que compartilhei minha dor, minha angústia. Ainda que aparentemente leviana, minhas falas tomaram a proporção devida e a sensibilidade nos levará as respostas que tanto precisamos, agora no plural.
Hoje sei o quanto quero viver e o quanto tenho direito a isso. Hoje eu soube que, ao contrário do que minhas ideias anunciavam, eu jamais estarei só.

Acredito que esse seja o último, penúltimo ou antepenúltimo fim de semana de incertezas. Daqui para frente, independente do que esteja reservado a mim, não será mais assim. Uma vida nova, um novo começo e/ou recomeço. O mesmo amor.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A vida indo...

Eu nunca me senti tão perdido, inconsolável e amedrontado. Na verdade, nunca vi minha vida tão próxima do calvário. Ainda que os meus intuitos sejam falsos, nunca vou esquecer o que estou sentindo hoje. Jamais temerei como temo hoje.
Tenho vontade de gritar, chorar, me desesperar sem que ninguém me pergunte o porquê disso. Quero enfrentar o medo e encarar de peito aberto o que fora a mim destinado. Necessito saber. Mas não sei como proceder. Não sei porque minha angústia é somente minha, mas se houver dor, ela será amplamente compartilhada, o que me levará a mais completa insanidade.
Nestes dias tenho relembrado minha fé, pedindo a Deus que me dê respostas e, mais ainda, me proteja.
A verdade é que nada Sóbrio estou, nada Sóbrio estava quando eu mesmo me fiz da maneira que sou e me trouxe até aqui. Ainda que meus pensamentos se desviem por instantes, a sobriedade está longe de ser uma realidade hoje.
É impossível viver assim. Está impossível viver assim. Mas, enquanto me encontro na covardia plena, viverei assim...

domingo, 15 de julho de 2012

Sol de Inverno

E vai um alerta, afinal, quase sempre esses incidentes são camuflados para não ofender os interesses dos responsáveis interligados às autoridades.

O perigo dos buggies

Quando se fala em lazer no tão cobiçado Nordeste, o que primeiro vem à mente de muitos são passeios em buggies por sobre dunas brancas, tudo isso na maior paz e tranquilidade; isso é o que nós, turistas, imaginamos.
Mas a realidade pode se mostrar um pouco diferente.
Em geral, quando estamos num passeio turístico onde há esse tipo de  atração, somos seduzidos pela interação e diversão que essa aventura é capaz de nos proporcionar, além da visão privilegiada do local em diferentes pontos. É justamente nesse momento de descontração e relaxamento que não pensamos ou sequer avaliamos qualquer possibilidade de dano e/ou comprometimento físico-psicológico que estamos nos submetendo. Eles, bugueiros, esperam justamente isso de nós. Esses profissionais ganham dinheiro por passeio contratado, e, no afã de não perder um passeio, cometem muitas infrações (parar em local proibido, desrespeitar limites de velocidade - oferecem os chamados "passeio com emoção" onde a velocidade é absurda e irresponsavelmente elevada, levando em consideração que usam motores de kombi e fusca, antigos e quase sempre sem manutenção preventiva - e passar muito próximo de turistas que estão andando na areia da praia.
Vale lembrar que os buggies são mais inseguros que carros normais. A maioria dos buggies não tem cinto de segurança para os passageiros no banco traseiro, nem tem estrutura de proteção.
Juntando tudo isso, não é surpresa que ocorram, ocasionalmente, acidentes com buggy. Claro, óbvio, evidente que pesquisei dados técnicos e, juntando com minha experiência em praias do Nordeste onde presenciei a existência e operação dos buggies, montei este texto que espero servir como sinal de alerta a vocês, amigos que pretendem ou não desfrutar desse atrativo.

Hoje, eu tenho um exemplo que comprova o total despreparo e falta de fiscalização que há na execução desses passeios. Minha mamãe, anteontem, sexta-feira, motivada pelas belezas e a gostosa sensação que os buggies oferecem, quando seguros, decidiu se aventurar pela terceira vez, na praia do Gunga, em Barra de São Miguel, Alagoas. Ainda em estado de choque, ela não consegue ter discernimento de como livrou-se de uma morte certa; seu namorado e acompanhante no momento também não. Eu, hoje, após várias horas ouvindo cada passo e situação que ela viveu e descreveu, absolutamente emocionada e traumatizada, também não consegui entender, mas com veemência, só consegui e pude agradecer. Foi um milagre.
Após um descuido grosseiro, o bugueiro emergiu sobre a água e rapidamente foi de encontro a um banco de areia, que ocasionou um fortíssimo impacto e declínio do buggy, que então capotou algumas vezes. Minha mãe estava distraída, sentada, tentando captar um bom ângulo para suas fotos. Não teve tempo de reagir, e por estar sentada, não fora lançada contra a areia como os outros que por isso mesmo não adquiriram lesões. Capotou junto ao buggy, foi ejetada para o mar e depois viu o veículo descontroladamente pronto para esmagá-la, caindo em pé em sua direção. Foi aí, nesse momento, que relaxou, porque se sentiu morta, incapaz e rendida. Não havia tempo para reagir, para se mover. Surgiu então uma voz esperançosa e afoita, que disse: "Corre que dá tempo" e isso a fez despertar subitamente e conseguir um leve desvio, insuficiente para conter os traumas, a decepção, o estado psicológico e suas lesões e pesadas escoriações, mas suficiente para salvar sua vida.
O namorado, motorista, amigos e todos os outros turistas que presenciaram a cena estavam atônitos e inconsolavelmente em silêncio, em puro estado de choque com o que viram. Ninguém disse o que minha mãe ouviu tão claramente, ninguém ouviu, ninguém confirmou. Interpretem com sua fé e crença.
Após tudo isso, não havia ambulância, equipe preparada ou qualquer instrumento que pudesse ampará-la e resgatá-la. NADA!
Repentinamente um toque de recolher foi dado e em minutos já não se via nenhum bugueiro, nenhum buggy e "guia" oferecendo o passeio, ofertando "vantagens". Eles têm um esquema para camuflagem, mas não têm para socorro.
A chefe do bando então surgiu esculpida por ouros, tentando impressionar e intimidar, oferecendo uma falsa ajuda, seguida por representantes da WS TURISMO RECEPTIVO -  responsável por levar os turistas a este destino e que juntamente com o guia HELIO FILHO da agência internacional de viagens CVC, oferecia pequenos pacotes diferenciados para a região. Todos agem ilegalmente, mancomunados num esquema. Mas isso estamos cansados de saber, infelizmente.
O saldo disso é o pedido pessoal de mamãe para que alertasse os meus amigos: tomem cuidado, pesquisem, perguntem, exijam o cadastro de licença junto à prefeitura local, verifiquem as condições de segurança, estejam certificados de que não serão protagonistas de uma tragédia numa hora de alegria, divertimento e lazer. Por um segundo e alguns centímetros não perdi minha mãe, que aos poucos se recuperará e retomará sua rotina. Há pouco, ela disse que se sentiu como uma heroína quando, na ausência de socorro e ambulância, com uma marca de roda de buggy cravada no quadril, se levantou sozinha e saiu do mar.

Ela é uma heroína. Eu te amo, minha heroína.

domingo, 1 de julho de 2012

Eu sim, eu não

Eu vou te causar repulsa.
Eu sou alto, sou baixo, sou gordo e magro. Sou feio, mas bonito também; tenho pele de várias cores. Sou ateu, católico protestante e às vezes rezo. Sou gay, bissexual e hétero por hobby. Sou bipolar, não tomo remédios, já quis. Sou gaúcho, paulistano, tenho sangue italiano e latino-americano. Sou ryco com y mesmo, classe média com fervor e adoro lidar com as situações "pobres" do cotidiano.
Você não precisa lidar comigo, eu respeito o seu preconceito, mas não posso conviver com ele. Eu sou o que quero ser, eu posso ser tudo enquanto creio que posso ser. Eu sempre quero ser!
Enquanto estiver aqui, eu vou te causar repulsa. É melhor que tu abras a porta do infinito e não volte mais aqui. Serás tão feliz como eu, cada qual com suas convicções e virtudes.

EU NÃO ADMITO PRECONCEITOS.

Sobriedade

Ando numa sobriedade insuportável, quase surreal. Devo a mim mesmo este estado de paz.
Vivi uma crise a qual jamais cogitaria 1 ano atrás. Foi uma perturbação motivada por muita coragem e, principalmente, medos. Uma experiência complexa, feliz por seus pontos, infeliz por todas as suas vírgulas. O saldo foi uma reflexão de que a vida não era realmente um mundo intocável, e eu preciso abrir mão de alguns dedos para que continue os tendo; ao contrário do que eu pensava, não é torturoso, é sim vantajoso, duradouro e essencial.
Mas, voltando aos sóbrios, é bom viver assim! O coração pulsa, a mente funciona e todos os dias são o começo de um novo sentido!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Memorial


Os meus devaneios iniciaram-se no outono. Junto com a chuva, esvaiu-lhes também um tabu. Eu seria diferente. Quem acovardaria-se diante da nova realidade?

Alheio a minha própria ingenuidade, daqui partia o maior dos males. Desbravava aos poucos a vida percebendo precocemente que não deveria sentir o que sentia, que jamais poderia pensar o que pensava. Ousadia era algo que permutaria conceitos, mas eu sequer pudera dimensionar o tamanho do conflito. Era uma criança.

Lembro dessa criança, quase permanentemente no chão, onde punha em prática suas imaginações tolas. Quase sempre acompanhado de uma sombra silenciosa, que de tão silenciosa às vezes convencia-me de que estava em uma grata companhia abundante, que produzia como eu, brincava como eu, fantasiava como eu. Sinto falta daquela inocência, principalmente enquanto protegia-me das percepções mundanas.

Poxa, minha adolescência. Difícil explanar. Adoraria que falasse por mim, porque eu mesmo já desisti de tentar. Posso garantir que chorei como criança pela criança que não cabia mais em mim. Hão de convir que o senso-comum denota que a esperança se degenera ao desfalecer, mas no meu caso, naquele caso, no próprio êxito ela não tinha vida. Aqueles que seriam minha overdose de inspiração eram os diretamente responsáveis pelo calvário. Eles não entendem, jamais entenderão. Asseguro e atrevo-me afirmar que prolongar este parágrafo seria como debater inutilmente estas questões. Jamais entenderão, insisto.

Ainda há pouco estava a pensar no hoje, em minha liberdade. A sensação de abismo para com a realidade é típica, sei que é, abrange o que sinto com o que vivo. Anos-luz definiria. Seria como se me perdesse, me encontrasse e, novamente, me perdesse. Essa continuará sendo a tônica dos meus dias, até que eu me encontre de uma vez, ou até que o tempo continue sendo apenas o tempo...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Nightmare is back!

Não sei como letrar os meus sentimentos
Nunca senti tanto, nunca estive entre tantos medos,
desejos e incertezas.
Minha vida é outra, eu sou outro
Deixei de ser menino,
dei lugar a um homem que ainda quer ser menino e se vê impedido
Roubaram-me o coração, respiro com ajuda de sonhos,
vivo apenas pela esperança
Já acostumei a fingir estar conquistando minha felicidade,
mas a porta a qual estou prestes a cruzar pode desconhecer essa dádiva
Temo por mim, por quem deixei, por quem ainda desconheço
Por anos reclamei da solidão acompanhada, hoje sequer me atrevo,
simplesmente não devo,
o tempo a perder com os meus conflitos me falecerá
Nunca pude entender e/ou ter significados,
vivo sem saber como pude chegar até aqui,
e como poderei deslocar-me até lá
Vivo a vunerabilidade de quem obscura a si,
especulando pensamentos que contrariem o real fato assombroso.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

" ? "

Inspiração é faltante, estrela cadente que vai e ninguém enxerga seu fim
A busca por sentido é dolorosa, incomoda...
Dúvidas pairam, e elas não querem deixar de existir,
Há tempos encontro-as por aqui

Vírgulas taurinas, persistentes e teimosas
Quem não quer um amor de carnaval?
As crianças adultas, de olhar perdido
Essas querem vida, porque quando não se são, jamais será


Pergunto-me onde ficaram as possibilidades, as mudanças são parte de uma transição infinita, aqui jaz, aqui suspiro, mas aqui também continuo como se não existisse nada além de uma monotonia.
Oh, Deus! Insisto em pedir a você! Este seja o erro, talvez. Não cabe interpretação ateia nessa exclamação, mas a fé só nos vem no convém.
Fato é, hoje há perspectivas. Já não posso olhar para o passado próximo e esquecer que no futuro longo levarei estas lições.
É possível perceber que o foco tornou-se uma premissa para que o senso mude e novos caminhos aconteçam. Let's go 2012! xoxo 2011!